Mostrando postagens com marcador Vigilancia Sanitaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vigilancia Sanitaria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bisnagas de condimentos e a segurança alimentar

Indicação do meu colega blogueiro Carlos Leen.

Lanchonetes, restaurantes e demais serviços de alimentação ainda permanece o uso das famigeradas bisnagas com maionese, catchup, mostarda e demais condimentos ou temperos.

O uso desssas bisnagas oferece riscos de contaminação ao consumidor. O constante manuseio por todos os clientes, elevam as bisnagas de condimentos a status de "corrimão". Imaginem se, tendo que lavar as mãos antes de se alimentar, nós, com o sanduíche em uma mão, passassemos a outra mão na maçaneta da porta, onde todo mundo pega? Outro fator é a  falta de refrigeração que as bisnagas estão expostas. Não sabe a quanto tempo o produto está ali exposto, e sendo um produto sensível, corre risco de proliferação bacteriana em temperatura ambiente.

Contudo, esses fatores acima são potencializados por um forte ponto: validade. Muitos são reabastecidos, e além da má manipulação no preenchimento, com funcionarios despreocupados com a higiene, não se tem controle de quando aquela bisnaga foi preenchida, podendo estar ali já por vários dias, até semanas, nos condimentos mais fortes (pimenta). Os resíduos na ponta da bisnaga são acumuladores de contaminação, servindo de meios de cultura para as bactérias causadoras de DTA's. Além de todos esses fatores, o produto de dentro da bisnaga ainda pode ser clandestino, feito na própria UAN e ser um risco em si, por não ter procedência alguma, sendo no caso da maionese "caseira" uma das vilãs nos casos de Salmonelose.

O uso das bisnagas ainda reside no fator "Problema Cultural". A população ainda prefere as bisnagas, simplesmente por desconhecer o enorme risco que ela corre. Além disso, muitos reclamam da inconveniência do sachê. Contudo, há pouco tempo surgiu um utensílio simples, para cortar saches, chamado Khort, facilitando o uso. Porém, esse utensílio pode aculumar residuos tão danosos quanto a ponta da bisnaga, sendo necessário que a UAN tenha procedimentos regulares de troca desses abridores.

Legislação:

O uso das bisnagas é regulamentado de forma local, pela vigilância sanitária mul. ou estadual.

Saúde pública e alimentação segura é também uma questão cultural. O consumidor tem direito e DEVE se informar aos riscos de que corre, para assim, consciente, exigir melhorias aos fornecedores e prestadores de serviço.

Até Mais!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Recomendação nº05/2012 sobre leite clandestino em restaurantes - Promotoria do Consumidor

Olá a todos!

Recebi diretamente do Prom. Sandro Bíscaro, da Promotoria do Consumidor, o documento de recomendação acerca do uso de leite e queijos clandestinos nos serviços de alimentação (restaurantes, lanchonetes, bares, hoteis, etc.). Em post anterior já havia comentado sobre o teor do documento, agora segue o próprio, na íntegra.


Divulguem! Esse tipo de ação conjunta entre vários orgãos do estado e setores da sociedade civil é muito importante para todos os que participam, e mais ainda para a sociedade, que terá seu direito de consumo garantido e assegurada sua saúde.

Abraços!

Promotoria do Consumidor aperta o nó contra estabelecimentos que usam leite clandestino

Já foi noticiado nos meios de comunicação da região que foram flagrados estabelecimentos alimentícios usando, na composição de seus produtos, insumos lácticos de origem  clandestina. Prática essa que é condenável no ponto de vista da relação consumidor/empresa e mais ainda, na perspectiva da saúde pública.

Em fiscalização conjunta da Promotoria do Consumidor, Vigilância Sanitária, Pol. Civil e Militar, foram encontrados em 13 estabelecimentos, de 27 fiscalizados, leite e queijos clandestinos sendo usados para a produção do local. Um número significativo e ALARMANTE! Como já era de se esperar, ao mandar amostras para o LACEN, elas apresentaram índices fora dos padrões de multiplicação bacteriana, inclusive E. coli.

Com o intuito de proteger o consumidor contra essa gravíssima agressão, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor divulga documento de recomendação para os estabelecimentos que usam leite e queijo nas suas composições não adquiram leite e queijo clandestino, sob pena de apreensão dos produtos, fechamento dos estabelecimentos e responsabilização administrativa, civil e criminal.