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quarta-feira, 7 de março de 2012

Engenheiro de Alimentos no ápice da Engenharia: Projeto das Indústrias de Alimentos (Parte 02)

Mais um repost do EA-UFC. Aguardando o próximo, Rafael!


Dando início hoje à esta discussão sobre o Projeto das Indústrias de Alimentos. 

Todo processo alimentício tem suas peculiaridades. O processamento de refrigerante não é semelhante ao processamento de biscoitos, que por sua vez, não é igual ao processamento de suco, que é diferente do processamento de chiclete e assim por diante.

Contudo, muitos pensam que o projeto começa no tamanho das paredes e no tamanho do teto. Mas não é bem assim. 

Mas por que?

Ora, imagine a cena: você monta uma indústria, com portas de 2 metros de largura, por 2 de altura. (Certamente passará as pessoas). Agora suponha que esta mesma indústria possua 60 metros de área de processamento. (O projeto sendo feito antes de qualquer noção mais profunda do que se irá processar, como se um dia o dono amanhecesse e pensasse: vou fabricar geléia de sapoti, ergam o pavilhão! - alguns amigos da EA da UFC vão entender o porquê do produto, rs).

Pronto! A indústria física está erguida. Vamos contratar o Engenheiro de Alimentos que vai dimensionar os equipamentos e elaborar o fluxograma de produção.

-- Diáologo:

Engenheiro de Alimentos: Sr. Manel (dono da fábrica), temos um grande problema!
Manel: Como assim? porquê? o que houve?

Engenheiro de Alimentos: O senhor deseja fabricar geléia de sapoti não é? pois bem, a maioria dos equipamentos possuem mais de 4 metros de largura. Não passam pelas portas.

Manel: AHHH meu Deus!

Engenheiro de Alimentos: E tem outra... após o dimensionamento de todos os equipamentos, fazendo e re-fazendo o lay-out de modo que utilize o espaço que a empresa possui, ainda fica faltando 10 metros para toda a linha de processamento.

Manel: Poxa vida! Vamos ter que derrubar tudo então?

Engenheiro de Alimentos: É.. aparentemente sim, o prédio não comporta esse tipo de fábrica.

--

Essa é uma situação muitas vezes rotineiras em muitas fábricas de alimentos, sendo ela novas ou ampliação no portifólio de produtos, bem como modificação de produtos e processos existentes. 

Este primeiro post serve como reflexão de como o Engenheiro de Alimentos é importante desde o embrião do Parque Fabril. Se ele tivesse acompanhado desde o começo, certamente as paredes seriam mais largas e sugeriria adaptações nos setores da fábrica para que a linha de processamento comportasse todo o fluxograma seguro (de modo que evite a contaminação cruzada) e os equipamentos que ali irão ''tocar'' as operações unitárias.
 
 
 É como eu digo: galpão é galpão, indústria é indústria!
Até Mais! 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Engenheiro de Alimentos no ápice da Engenharia: Projeto das Indústria de Alimentos (Parte 01)


Operar a indústria é de grande satisfação. Digo pela experiência que eu estou tendo na gerência indústrial da maior indústria alimentícia da região. O contato com os colaboradores e o resultado das tarefas ao final do período é muito valioso. Imagina então ver a própria indústria emergir, com sua estrutura totalmente de acordo com as normas sanitárias e afins. Nada melhor que o projeto da indústria passar pelas mãos daquele que mais entende dela: o Engenheiro Alimentício.
Digo isto por experiência própria: um lay-lout bem-resolvido é capaz de solucionar quase a totalidade de todos os problemas rotineiros da indústria, gerando economia e evitando desperdícios nos processos industriais. 

 

Copiado com muito gosto do EA UFC, do meu amigo Rafael Zambelli.

 

 Engenheiro de Alimentos no ápice da Engenharia: Projeto das Indústria de Alimentos (Parte 01)


O Engenheiro Civil, Elétrico, Mecânico, Hidráulico.. todos eles tem suas funções na hierarquia da Engenharia, todos nos seus devidos lugares. Contudo, quem manja das Indústrias de Alimentos, obviamente, são os Engenheiros de Alimentos e sim, se você não sabia, eles podem projetar e montar uma Indústria de Alimentos.

É sabido que todo projeto de uma indústria inclui a construção, instalação elétrica, hidráulica e etc.. e aí entram as outras Engenharias, mas nenhuma indústria de alimentos, que queira ser bem sucedida, pode sobreviver sem o Engenheiro de Alimentos.

Seja na sua construção inicial, seja em reformas, modificações de lay-out e outras operações. É de vital importância a presença do único Engenheiro que domina perfeitamente os processos, equipamentos e operações unitárias que envolvem o gigantesco, amplo e magnífico mundo das Indústrias de Alimentos.

Venha conosco nesta viagem sobre esta área que é pouco explorada atualmente!!
Não percam as próximas postagens! ;)
Fonte: EA UFC 
Estamos aguardando ansiosamente, Rafael!
Até a Próxima!

Uepa: núcleo de inovação tencológica recruta bolsistas

O Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITT), vinculado ao Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) está com inscrições abertas para profissionais formados em Design, Tecnologia de Alimentos ou Engenharia de Alimentos interessados em atuar na área de Propriedade Intelectual no Setor de Informação Tecnológica. Os interessados devem enviar o Curriculum Lattes para o e-mail nitt.uepa@gmail.com, até o dia 24 de fevereiro de 2012.

Após a análise dos currículos, os candidatos vão ser chamados para a entrevista.  Quem for aprovado para a única vaga ofertada pelo NITT terá uma bolsa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapespa), no valor de R$ 1.100. A vigência da bolsa é até novembro de 2012.

Entre outras atividades, caberá ao candidato orientar as atividades de pesquisa, com o objetivo de evitar gastos desnecessários e poupar tempo; Identificar tendências tecnológicas e capacitar recursos humanos e promover a articulação institucional em inovação e gestão do conhecimento e da inovação.

A Propriedade Intelectual é a área criada para proteger as invenções como patentes, modelos de utilidade, registro de marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, registro de software e direitos autorais.

Mais informações:
Centro de Ciências Naturais e Tecnologia - Campus V/Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (Travessa Enéas Pinheiro, 2626. Marco - na antiga central de TCC-Estágio) Fone: 3276-9517, ramal: 217 – Currículos para nitt.uepa@gmail.com

Fonte: Agência Pará


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Envase de refrigerante a 30.000 PET/h!

Não Fiquem tontos!

Peço desculpa a quem segue o I&T de Alimentos pela ausência de postagens nos últimos dias. Devido a compromissos profissionais, viagens e etc, não pude manter o ritmo de postagens de costume. Só para dar uma animada nos ânimos, vejam este vídeo!



Uma linha de envase que comporta uma produção de 30.000 garrafas PET de 2l a cada hora. Imaginem vocês os níveis de exigência em relação a gestão de qualidade e controle de perigos dessa cabine de envase! Não há o tradicional visorista, tudo feito eletronicamente, controle e automação de processos. Imaginem a gestão de insumos e rotinas de manutenção que são necessarias para manter um processo desse nível. E o projeto?
A mecânica dos fluidos agindo nos refrigerantes. Como manter uma vazão de 1000L/min sem transmitir energia demais ao produto, sem provocar a dissipação do CO2 e deixar o refrigerante sem gás antes do envase?
A Engenharia levada ao seu extremo! Isso pra mim é Arte!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Engenharia de alimentos entre as 10 maiores aumentos de salário

Para quem acredita em profissões "tradicionais", os ...eitos e ...inas que estão saturadas e com vários diplomas inutilizados pela falta de vagas e profissionais frustrados...

Ranking da Catho sobre salários e beneficios no mercado em 2011. Os cursos de engenharia dominam o ranking! Engenharia de Alimentos entre as 10 profissões que tiveram os maiores aumentos de salários.
Desconheço o crédito da imagem, se alguem souber me avise que eu credito.

Até Mais!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um outro olhar sobre o Novo Campus-UFMA Imperatriz

ESSE POST É DEDICADO À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFMA.

Essa semana fui com meu colega Eng. Edilberto dos Santos Jr e a Acadêmica Larissa Loiola ao Novo Campus da UFMA aqui em Imperatriz-MA. Na oportunidade, fomos fixar a placa comemorativa a graduação da 1ª Turma de Engenharia de Alimentos, que já foi colocada no novo campus pois o curso migrará para lá. Migração essa que passei a minha graduação esperando e ainda não ocorreu.

Confesso que ainda não tinha tido a oportunidade de ir ao novo campus da UFMA e conhecia o lugar só por fotos.

Muito se ouve sobre o novo campus. Se ouve falar da estrada de acesso, se ouve falar da distância "maratônica" que ele fica do centro da cidade, se ouve falar da eletricidade que "chega ou não chega", se ouve falar dos laboratórios, se ouve falar... se ouve... Enfim, na verdade a comunidade acadêmica, salvo raras exceções, apenas OUVE, e nada vê. Até pouco tempo atrás eu mesmo fazia parte desse grupo, contudo, essa semana eu fui lá e tirei minhas próprias conclusões, não só de ouvidos, mas de OLHOS.
 
Visão geral da frente do Novo Campus-UFMA Imperatriz


Pois bem, de primeiro impacto às idéias que ouvimos pelos corredores, a situação do acesso via-bom jesus não é dos piores. O trajeto é feito, partindo do centro, pela Av. Babaçulândia, depois pelo acesso ao Centro de Treinamento Anajás. Neste acesso, segue-se reto até o campus, meio asfalto, meio piçarra. Um carro popular chega ao campus com razoavel facilidade, sendo o acesso com ônibus possível com o nivelamento de um ponto de erosão causado pelo fluxo pluvial, algo que está dentro da capacidade orçamentária da própria UFMA.
A estrada de chão/piçarra para o Novo Campus, após o Bom-Jesus


Já que tocamos no assunto ONIBUS, o veiculo da Viação aparecida que faz a rota BOM JESUS chega ao fim da linha no termino do asfalto, distante aprox. 2,5km do campus. Uma adaptação de rota seria possível, a fim de atender a comunidade acadêmica. Sendo um serviço privado, mas de concessão publica, as empresas de onibus tem o dever social de cobrir esta necessidade.

Ônibus do Bom Jesus retornando ao final do asfalto


Chegando ao campus, percebe-se uma construção em estado avançado, com o prédio principal (salas, auditórios, laboratórios, bibliotecas, etc) praticamente concluído. As ruas internas estão pavimentadas em torno do prédio principal, e o restaurante está em fase de construção. As ruas para o ginásio de esportes ainda estão em conclusão.
Ginásio de esportes do Novo Campus - UFMA Imperatriz

Indo ao que interessa nesse instante: os laboratórios. Além dos laboratórios de química, fisica, quimica de alimentos e outras disciplinas básicas, o que mais me empolgou foram os laboratórios das disciplinas profissionalizantes como Op's, cereais, sensorial, laticinios... Ao ver tudo montado, lembrei-me do sacríficio que foi entender, apenas no "mundo das idéias", o funcionamento de alguns equipamentos, técnicas, etc. Com certeza, muitos momentos de desesperança e desmotivação teriam sido evitados com o convívio, desde o primeiro momento, com essas mini-indústrias e o aprendizado teria sido menos dificultoso.
Eng. Edilberto dos Santos na sala auxiliar de preparo das amostras para ensaios de painel sensorial
Estrutura para a realização dos painéis sensoriais e a Acad. Larissa Loiola

O laboratório de Op já está montado, onde é possível perceber uma organização, de um lab. que está pronto para funcionar. Os demais laboratórios já tem vários equipamentos em seu interior, que com uma rápida montagem e organização, funcionarão a toda.
Eng. Edilberto e a torre de destilação em escala de bancada do lab de Op.


Mas nem tudo são flores. As salas estão sujas, de poeira e insetos, semi-abandonadas. Sem uma estrutura de apoio, como técnicos e zeladores, fica inviável o início do uso destes laboratórios. Se algum "professor brincalhão" prometer "aquela" prática, desconfie, pois não dá fazer práticas sem que haja uma real rotina de uso desses laboratórios. Eu tive a sensação que falta pouco, e este pouco tem a ver com interesse da instituição.

A comunidade acadêmica precisa se alertar da importância do uso dessas instalações para o crescimento do conhecimento que os alunos vão levar consigo para sua vida profissional. Não há como comparar a facilidade do aprendizado  na prática, com o uso de equipamentos em escala de bancada, para o entendimento das matérias profissionalizantes. Os discentes precisam pensar "fora da caixa" e sair das conversas de corredores e agir, de forma racional e organizada, a fim de pressionarem a instituição para agilizar a disponibilidade desses laboratórios e fazerem uso desses espaços o quanto antes, sempre pensando em soluções para os empecilhos até hoje colocados para tal. Todos tem a ganhar.

Até Mais
André Cavaignac
I&T de Alimentos

Ah, a placa ficou bem, obrigado! 



1ª Turma de Eng. de Alimentos recebe Grau --- AGRADECIMENTOS

Pronto! Mais uma etapa cumprida. Enfim, graduados!

Sinto a necessidade de ter alguns registros sobre este fato, esta colação em especial. É uma 1ª Turma, é a confirmação da existência de uma área acadêmica, é o início de uma profissão que surge na nossa região, para atender aos anseios locais, é o começo de um mercado totalmente virgem na nossa região, onde os desafios não serão vencidos apenas pela 1ª turma, mas por todos os profissionais que seguirão.

Com a necessidade de se produzir documentos acerca do momento atual que nossa profissão vive hoje, quero enumerar alguns tópicos que se fizeram importantes para que chegemos nesse momento. Não falarei agora sobre os desafios, pois já discorri em outros momentos, nem sobre os obstáculos que passamos - os momentos ruins se foram, ficarão as boas lembranças. Quero fazer aqui algumas singelas homenagens, sem nomes, só de atitudes. Os donos das atitudes, se sintam homenageados.

As primeiras turmas não poderiam esquecer dos primeiros professores, aqueles que chegaram em uma cidade desconhecida, num curso em construção e em uma realidade diferente da que estavam acostumados.
Também não dá pra esquecer dos colegas que ficaram no caminho. Mesmo sem continuar na labuta da graduação, mantiveram sua torcida e nos apoiaram incondicionalmente. Dos professores que se envolveram diretamente com as nossas dificuldades, vindo de outra cidade para dar aula para a nossa turma, em horários especiais e nas situações mais adversas (quem se lembra dos "fenômenos no escuro"?). Da união de alunos e mestres para a aprovação do curso pelo MEC, alcançando ao 4, união essa que DEVE permanecer para o crescimento do curso. Dos colaboradores da Universidade, do mais singelo ao mais alto escalão, que se fizeram presentes ajudando nas pendengas e besteiras burocráticas... são muitas situações e pouquíssimo espaço.

O sentimento de gratidão é o que me move a agradecer todos que nos ajudaram e acompanharam nossa batalha para chegar neste objetivo. Todos, dos mais participativos e fundamentais personagens aos que, em algum momento, fizeram sua contribuição, se sintam homenageados. Apoio é algo imensurável em seu tamanho, mas qualitativamente reconhecido em sua existência.
1ª Turma de Engenharia de Alimentos-UFMA
No mais, colegas, futuros colegas, professores e pessoas de bem, contem comigo, SEMPRE!

Abraços

André Luís Cavaignac
Engenheiro de Alimentos
I&T de Alimentos

Brasil recebe Feira Internacional de Alimentos - 16ª IUFoST

De 5 a 9 de agosto, na cidade de Foz do Iguaçu-PR, será realizada a 16ª IUFoST.

A IUFoST é um dos mais prestigiados eventos  de ciência e tecnologia de alimentos do mundo e acontecerá pela primeira vez na américa latina.

A data limite de inscrição de trabalhos é 31 de março de 2012 e as inscrições serão realizadas até 11 de junho com desconto e 25 de julho é a data limite para as confirmações de inscrições on-line.

Mais detalhes, o Site totalmente em português.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Hoje: Colação de Grau da 1ª Turma de Eng. de Alimentos

Palavras que recebi hoje, de Edmilson Sanches:

"...problemas e soluções que até hoje dormitam na falta de ALGUÉM que inspire, energize e motive os produtores sul-maranhenses para atingir estágios gradualmente mais elevados de qualidade e produtividade e rentabilidade de seus negócios, com ganhos, igualmente, para o bolso e a saúde dos consumidores de Imperatriz e região e, pelas vias da exportação, de outros Estados brasileiros e, por que não?, de outros países..."

No sentido da sua fala que, com muita alegria, informo que a partir de hoje, 17 de janeiro de 2012, Imperatriz e região terão disponíveis para o trabalho uma nova leva de profissional dedicados a essa questão. Hoje será realizada a colação de grau da 1ª Turma de Engenharia Alimentos - UFMA. Nesta turma serão apenas quatro pioneiros, que abrirão espaços e caminhos para os próximos profissionais e, comprometidos com o bem social, farão a disseminação do conhecimento na sociedade gerando divisas para o crescimento da região e cuidando da saúde da população.

Hoje será um marco: é a primeira turma de uma engenharia da nossa cidade e região. A Engenharia é responsável por trabalhar com a produção e crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida. É a primeira turma de engenharia das muitas que virão para a nossa cidade: elétrica, civil, química, mecânica... o berço tecno-acadêmico já está plantado para que no futuro breve, com outras especialidades, Imperatriz além de pólo e referência no ramo alimentício, se torne em outros.

Convido a todos os amigos da imprensa para registrarem esse momento que, acredito eu, será o início de uma grande mudança para a nossa região.

Hoje, às 18h, na 1ª igreja batista de Imperatriz. Quem puder, registre esse momento da história da nossa cidade.

Abraços!

André Luis Cavaignac

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Engenharia de Alimentos - Curso na UEFS em matéria.

Dica do Diego Ramon, video acerca do curso de Engenharia de Alimentos na UEFS. Cita algumas empresas da região e esclarece um pouco mais sobre este novo profissional no mercado.



Até Mais!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A verdade Técnica sobre a Coca-cola Zero

Muito se fala sobre a coca zero e o famoso Ciclamato de Sódio. Geralmente é comum aos "moderninhos" criticar a coca-cola por puro modismo. Sem querer defender a mão direita ou a esquerda, vamos aos FATOS!

A verdade sobre a coca-cola zero é facilmente descobertas longe das correntes ou virais das redes sociais, tendo os orgãos regulamentadores aparato técnico e científico para que nós, os profissionais do ramo alimentício, possamos fazer inferências sobre esses assuntos e assim, com base, divulgar à população e prestar um serviço de utilidade pública. Confira texto do Blog Educação Química.

Recebemos esta mensagem do Dr. Edgardo Derman, médico em San Juan , Argentina, a respeito de sua pesquisa sobre o refrigerante Coca-Cola Zero.

Para não incorrermos em divulgar notícia infundada, pesquisamos o site do Federal Drugs Administration, o mais respeitado órgão de controle de drogas e alimentos daquele país, cujas publicações merecem o crédito de toda a comunidade científica internacional.

Como se trata de saúde do consumidor, traduzimos a mensagem que vai publicada na íntegra como nos chegou:

"Faço minha contribuição a este interessantissimo artigo: Na década de setenta apareceu uma bebida que foi muito popular em seu momento. A casualidade é que a mesma era produzida também pela Coca Cola e se chamava TAB, obtendo grande êxito já que era dietética.
Nesta época, meu irmão, um engenheiro químico, estava fazendo uma Pós-Graduação na Espanha em Produtos Alimentícios e nos chamou atenção para não consumirmos esta bebida pois a mesma continha "Ciclamato", um agente químico que reconhecidamente fazia mal à saúde.

DESDE ESSA ÉPOCA SE SABE QUE NÃO SE PODE USAR O CICLAMATO PARA CONSUMO HUMANO.

O Ciclamato, a pesar dos alertas, continuou a ser usado em muitos produtos dietéticos, notadamente nos países em desenvolvimento ou não desenvolvimos.
Quando forem a um supermercado ou mercearia basta conferir os ingredientes para ver se apresenta esta nociva substância nas composições destes produtos.

Agora prestem atenção:

Porque a Coca-Cola Zero, que contém Ciclamato, foi proibida nos Estados Unidos?
Conheça as razões deste porquê. E mais uma questão: O que se passa na América Latina, onde este produto ainda não foi retirado do mercado?

Fiquem de olho nesta bebida, afinal, o que você sabe da Coca-Cola Zero?

Depois de uma massiva propaganda do novo produto Coca-Cola Zero, começaram a aparecer na comunidade científica, artigos médicos sobre os malefícios do Ciclamato. De outra forma, os consumidores começaram a questionar porque a Coca-Cola lançava um produto que viria concorrer com outro produto seu da mesma linhagem, a Coca-Cola Light. Afinal, asa duas não prometiam a inexistência de açúcar em suas composições? Se ambas não contém açúcar, o que as diferenciava?

As respostas para estas questões estão a mostra num atento exame dos componentes de tais refrigerantes:


A Coca Cola

LIGHT possui: Acesulfame K (16mg/%) y Aspartame (24mg/%), num total de 40mg/100ml de bebida, de edulcorantes.

Já a Coca Cola ZERO tem em sua formulação Ciclamato de Sódio (27mg%), Acesulfame K (15mg%) e Aspartame (12 mg%), tornando-a mais doce que a outra - um total 54mg/100ml de bebida).

Tendo em conta que o edulcorante «Ciclamato de Sodio» está terminantemente proibido pelo F.D.A (Federal Drugs Administration) - (Organismo máximo de controle de alimentos e drogas dos EEUU da América) por comprovados efeitos na gênese de tumores cancerígenos, e mais, que o Ciclamato é muito mais barato que o Aspartame (a razão de 10 dólares por quilo do Ciclamato contra 152 dólares/Kg do Aspartame, vem a pergunta: Que Coca-Cola você passará a tomar?

Nota da Redação: Parece fácil a resposta, ainda mais considerando-se que o Ciclamato de Sódio é cancerígeno, não? Entretanto, o que se vê é um contínuo incremento no consumo da Coca Zero em contraste a um decréscimo no consumo da Light. Especialmente nos países em que a Coca Zero não foi ainda tirada do mercado. O que faz isto? A massificação da propaganda da Coca Zero, contra praticamente nenhuma da Coca Light. Assim, somos induzido a a ingerir um produto que, proibido em outros centros por conter um agente cancerígeno, ainda está a disposição em nossos mercados.

ANEXOS

Como é meu costume investigar pela Internet - não creio em verdades absolutas - entrei no site do FDA e... SURPRESA!!!
Lá, encontrei uma lista de aditivos e alimentos considerados seguros para a saúde humana, chamada, Generally Recognized as Safe (GRAS).

Pois bem! Efetivamente o Ciclamato de Sódio aparece nesta lista com uma observação em inglês:
Sodium cyclamate - NNS , ILL - Removed from GRAS - list 10-21-69 - 189.

Ou seja, o Ciclamato de Sódio foi retirado da lista de aditivos e alimentos seguros.

Confira em http://www.cfsan.fda.gov/~dms/opa-appa.html

Continuei minha busca e encontrei através do site do FDA um "link" para uma outra lista com a sigla EAFUS (Everything Added to Food in the United States). Traduzindo: Todos os Aditivos de alimentos nos Estados Unidos.

Lá, está claramente a proibição ao Ciclamato de Sódio:
SODIUM CYCLAMATE-PROHIBITED.

Quer a fonte? Consulte: http://www.cfsan.fda.gov/~dms/eafus.html

Finalmente, deparei-me com outra lista de substâncias proibidas em alimentos para consumo humano. E lá estava:

PART 189--SUBSTANCES PROHIBITED FROM USE IN HUMAN FOOD.

189.135 Cyclamate and its derivatives.

Fonte: http://www.access.gpo.gov/nara/cfr/waisidx_03/21cfr189_03.html

Alguma dúvida? Bem, foi esta a mensagem que me chegou por e-mail.

Agora meus comentários:

A Pessoa que me enviou a mensagem perguntava-me: porque a Coca-Cola Zero é vendida nos Estados Unidos se a FDA proibiu o uso de Ciclamato de Sódio para consumo humano?

A resposta é simples;

A COCA COLA ZERO vendida nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na mayoría dos países europeus NÃO CONTÉM Ciclamato de Sódio.

Isto só acontece nos países pobres ou subdesenvolvidos como os da Europa Oriental e América Latina.

Quando no ano passado se tirou do mercado a Coca-Cola Zero no México criou-se uma grande polêmica porque ela continha Ciclamato e tiveram que trocá-la.

A Coca Cola nunca aceitou dizer que ela havia sido tirada do mercado por causa do Ciclamato. Ao invés disto disse que a mesma foi retirada do mercado para "melhorar seu sabor".
É frustrante e indigno o que estes países fazem com os países do dito 3º. Mundo.
Não lhes interessa a saúde do consumidor (que em sua ignorância crêem estar usando produtos dietétios seguros). Interessa-lhes, apenas, o lucro, o dinheiro.

Por incrível que pareça, em minhas investigações a COCA COLA ZERO que se vende na Espanha também possui esta coisa, o Ciclamato. Porém, está cada vez mais rara sua venda. A que vendem na Alemanha também contém esta droga.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O ramo alimentício e a nossa região: Imperatriz e circunvizinhança

Complementando informações acerca da nossa região e continuando o tema do outro post que fala sobre o tema (O ramo alimentício e a nossa região: Norte/Nordeste brasileiro), seguimos aqui tratando sobre o mercado alimentício da nossa região, porém buscando tratar de uma forma mais específica. Com uma área menor, vamos nos ater apenas a nossa cidade, Imperatriz, e redondezas, independente de fronteiras estaduais.

Imperatriz e região despontam como grande produtora de alimentos, tendo o agronegócio como força motriz da economia local. Entre os principais produtos, podemos citar a carne,

Grãos - Porto Franco, a cidade no meio do caminho segundo a revista EXAME, fica entre a região do cerrado que esta localizada nos estados do MA, PI e TO, o Mapito, e o Porto do Itaqui, terminal marítimo de escoamento para exportação. Em Porto Franco há um distrito agroindustrial baseado no armazenamento e esmagamento de soja, que é o grande produto agrícola do sul do estado, sendo Balsas a principal cidade produtora. O distrito agroindustrial de Porto Franco surgiu as margens da ferrovia a partir da ida da unidade de armazenamento e esmagamento da Algar Agro, e logo depois com unidades da Cargill, Bunge e da Ceagro

Laticinios - A região tocantina é a maior produtora de leite do estado do Maranhão. Em Imperatriz há vários laticinios, como o tradicional São José, Soberano, Melki no setor mercadinho e o Palate, do grupo CBA e tem como o carro-chefe o leite em pó. Contudo, as condições de produção do leite beiram o extrativismo, sendo necessário maior infraestrutura e melhor gestão para o aumento da produtividade no campo. O "leite em latão" ainda é uma realidade na nossa região.

Carnes - A região de Imperatriz possui forte vocação para a pecuária, com forte produção de gado de corte. O gado criado é abatido em frigoríficos como o equatorial, em açailândia, que detém direcionamento à exportação como os produtos Halal, para o mercado islâmico.

Bebidas - Imperatriz hoje tem no ramo de bebidas a River, que fabrica refrigerantes de diversos sabores, com envases PET e vidro. Já em Águas Minerais, temos a Indaiá em Gov. Edson Lobão, com envase de garrafão retornável de 20L e um entreposto de distribuição dos produtos da marca da regiao. Imperatriz já foi mais significativa nesta área, com envases da COCA-COLA e TAMPICO. Contudo, a COCA-COLA possui uma nova fábrica já em fase de construção, esta que será a primeira totalmente de acordo com normas ambientais e de sustentabilidade, seguindo um novo padrão de envases de refrigerantes.

Imperatriz também tem grandes redes de comércio varejista, como o Mateus, com tres lojas sendo uma delas a maior do grupo inteiro, o Atacadão do grupo Carrefour, Walmart muito em breve. Aqui na região tem uma importante torreifadora de café, o Café Viana, que também detém atividades no ramo de extrusados.

Percebe-se que Imperatriz está "no olho do furacão", tendo um mercado abrangente e em franca expansão, oferecendo várias oportunidades aos profissionais do ramo alimentício.

Até mais!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Qual o limite da Eng. de Alimentos? Epson tem nova gerente de Marketing

Post retirado do Engenharia de alimentos UFC, dos meus colegas Engºs Samira e Rafael. RECOMENDO!
Prezados leitores, boa tarde!

Vejam, através desta notícia, que o mundo da Engenharia de Alimentos, que já pensávamos ser grande (ou pelo menos era para pensarmos) pode-se tornar ainda maior.
 
Simone Camargo é a nova gerente de marketing da Epson no Brasil. A executiva integrará a empresa com o desafio de melhorar os investimentos em geração de demanda, sistematizar os processos da área de marketing e contribuir com o desenvolvimento de uma visão estratégica da marca.

Formada em Engenharia de Alimentos pela Unicamp e pós-graduada em administração de empresas/marketing pela Fundação Getúlio Vargas, a profissional também possui MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral/Kellogg School of Management. Além disso, Simone tem passagem pela Whirpool e pela Mabe Eletrodomésticos, com mais de 15 anos de experiência na área.

Desde 1984, a Epson produz cerca de 40 mil máquinas impressoras por mês no Brasil. Com fábrica em Barueri, interior de São Paulo, a empresa foi a primeira a produzir este tipo de equipamento com tecnologia de jato de tinta. Também possui cinco escritórios regionais e cerca de 200 pontos de assistência técnica.

Fonte: UOL (Caderno de Mídia)
E então, se chega onde quiser, partindo de qualquer lugar! 
 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O ramo alimentício e a nossa região: estado do Ceará

Com muita alegria, posto esse texto acerca do mercado alimentício do estado do Ceará, de autoria do meu colega Engº Rafael Zambelli, da UFC-CE.

Mercado Alimentício do estado do Ceará

    O mercado de alimentos do Estado do Ceará é baseado em três grandes vertentes: moinhos e produtos panificados, indústrias processadoras de frutas e hortaliças e indústrias processadoras de carne. O Estado possui 4 dos 5 maiores moinhos do Brasil, podemos citar o Moinho Dias Branco, que através de sua ramificação chegamos à Fábrica Fortaleza que, atualmente, possui a maior fábrica de biscoitos da América Latina, sediada no Município de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza. O Moinho J. Macêdo, Grande Moinho Cearense e o Moinho Santa Lúcia.

    Devido a investimentos do Governo do Estado, o setor de frutas alcançou, em 2010, números expressivos, atualmente, o Ceará é o maior exportador de frutas do país. Este dado reforça a importância do Engenheiro de Alimentos no desenvolvimento de processos que viabilizem a manutenção da qualidade de frutas e hortaliças in natura por períodos mais longos, devido à logística ser efetuada, muitas vezes, de Navio. Os principais destinos das frutas cearenses são Holanda, Estados Unidos e Ásia. Podendo citar como grandes empresas do setor de sucos a Flamingo e a Jandaia.

    Com relação ao setor pesqueiro, o foco principal também é a exportação, principalmente de camarão e lagosta, o que concentra 85% da produção do setor. O mercado cearense movimenta aproximadamente 100 milhões de reais com uma produção de 66 mil toneladas de pescado por ano. O avanço das empresas beneficiadoras de camarão e lagosta para cidades litorâneas como Fortim, Aracati e Beberibe impulsionam as economias locais, gerando uma melhor distribuição de renda e avanços  do investimento público em infra-estrutura de logística.

    Diante do que foi exposto, podemos avaliar que o mercado para a Engenharia de Alimentos no Estado do Ceará está em ascensão com o avanço do parque industrial alimentício, tendo abertura de novas vagas em indústrias que, antigamente, não selecionavam Engenheiros de Alimentos, bem como novas oportunidades como as indústrias de embalagens, insumos e matérias-primas para outras empresas, bem como o reconhecimento da necessidade deste profissional para os diversos setores da cadeia produtiva de alimentos industrializados ou não. 


O Engº Rafael Zambelli também mantém um blog, junto com sua colega Samira Moreira, sobre temas relacionados a Eng. de Alimentos. O link está logo abaixo.


Engenharia de Alimentos - UFC

Até mais.

   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Marinha mercante - inscrições para cursos de oficial

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Admissão aos Cursos de Adaptação a Segundo Oficial de Máquinas (Asom) e de Adaptação a Segundo Oficial de Náutica (Ason) da Marinha Mercante. O prazo encerra-se no dia 15 de janeiro de 2012. Ao todo, estão em disputa 250 vagas, sendo 150 para o Rio de Janeiro e outras 100 para Belém.

Os cursos serão gratuitos, sendo oferecidas facilidades adicionais aos alunos como auxílio-financeiro mensal no valor de R$ 700 durante os dois períodos; alimentação e alojamento durante o período acadêmico. Os cursos serão ministrados em regime de externato nos seguintes locais: Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro; Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém; e Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro.

A titulo de informação, um segundo-oficial de náutica, ganha, quando embarcado, aproximadamenteo R$10.000,00. Segundo oficial de náutica aceita graduados em engenharia de alimentos na sua inscrição.

Para se inscrever no curso, o candidato precisa ter formação de nível superior em cursos da área de ciência, tecnologia e engenharias,  para o edital, clique aqui.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Primeiros formandos de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem monografia

Matéria publicada no portal da Universidade Federal do Maranhão, acerca das defesas de pesquisa de TCC da 1ª Turma de Engenharia de Alimentos da UFMA, no início de dezembro/11. Matéria esta, realizada pela ASCOM/UFMA, que fui entrevistado e questionado acerca do mercado de trabalho da região, perspectivas do mercado entre outros tópicos. Segue abaixo parte do texto. Para a matéria toda clique aqui



Primeiros formandos de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem monografia

IMPERATRIZ - Com pesquisas relacionadas a condições de fabricação e embalagem de produtos em empresas locais, os quatro primeiros formandos do curso de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem seus trabalhos de conclusão de curso na UFMA. Foram seis meses de testes e anotações para chegar aos resultados apresentados à banca examinadora.

Satisfeito com a nota que recebeu, 9.8, André Luís reforça a importância do engenheiro de alimentos para o Estado. “O profissional de engenharia alia a necessidade da indústria agropecuária em ter novos alimentos à necessidade do pequeno agricultor, que precisa chegar ao conhecimento do produto, mas por causa da necessidade financeira não consegue. Então, o engenheiro formado na universidade pública tem a responsabilidade de produzir esse conhecimento e levar à comunidade”. Ele pesquisou a presença de substâncias nutritivas do doce de caju, fruta abundante na região.

Com o mercado regional ainda carente desse profissional, Edilberto Cordeiro, que pesquisou sobre a higienização da tampa de garrafa de água mineral, acredita que todos os egressos desta turma vão ser rapidamente contratados pelas empresas. Ele comenta também que já recebeu propostas de uma empresa de Manaus-AM.



Engº André Cavaignac (centro) defende monografia. Na foto, Prof. José Macedo, Profª Angela Borges, Prof. Alan Bezerra e Prof. Adenilson Santos