Complementando informações acerca da nossa região e continuando o tema do outro post que fala sobre o tema (O ramo alimentício e a nossa região: Norte/Nordeste brasileiro), seguimos aqui tratando sobre o mercado alimentício da nossa região, porém buscando tratar de uma forma mais específica. Com uma área menor, vamos nos ater apenas a nossa cidade, Imperatriz, e redondezas, independente de fronteiras estaduais.
Imperatriz e região despontam como grande produtora de alimentos, tendo o agronegócio como força motriz da economia local. Entre os principais produtos, podemos citar a carne,
Grãos - Porto Franco, a cidade no meio do caminho segundo a revista EXAME, fica entre a região do cerrado que esta localizada nos estados do MA, PI e TO, o Mapito, e o Porto do Itaqui, terminal marítimo de escoamento para exportação. Em Porto Franco há um distrito agroindustrial baseado no armazenamento e esmagamento de soja, que é o grande produto agrícola do sul do estado, sendo Balsas a principal cidade produtora. O distrito agroindustrial de Porto Franco surgiu as margens da ferrovia a partir da ida da unidade de armazenamento e esmagamento da Algar Agro, e logo depois com unidades da Cargill, Bunge e da Ceagro
Laticinios - A região tocantina é a maior produtora de leite do estado do Maranhão. Em Imperatriz há vários laticinios, como o tradicional São José, Soberano, Melki no setor mercadinho e o Palate, do grupo CBA e tem como o carro-chefe o leite em pó. Contudo, as condições de produção do leite beiram o extrativismo, sendo necessário maior infraestrutura e melhor gestão para o aumento da produtividade no campo. O "leite em latão" ainda é uma realidade na nossa região.
Carnes - A região de Imperatriz possui forte vocação para a pecuária, com forte produção de gado de corte. O gado criado é abatido em frigoríficos como o equatorial, em açailândia, que detém direcionamento à exportação como os produtos Halal, para o mercado islâmico.
Bebidas - Imperatriz hoje tem no ramo de bebidas a River, que fabrica refrigerantes de diversos sabores, com envases PET e vidro. Já em Águas Minerais, temos a Indaiá em Gov. Edson Lobão, com envase de garrafão retornável de 20L e um entreposto de distribuição dos produtos da marca da regiao. Imperatriz já foi mais significativa nesta área, com envases da COCA-COLA e TAMPICO. Contudo, a COCA-COLA possui uma nova fábrica já em fase de construção, esta que será a primeira totalmente de acordo com normas ambientais e de sustentabilidade, seguindo um novo padrão de envases de refrigerantes.
Imperatriz também tem grandes redes de comércio varejista, como o Mateus, com tres lojas sendo uma delas a maior do grupo inteiro, o Atacadão do grupo Carrefour, Walmart muito em breve. Aqui na região tem uma importante torreifadora de café, o Café Viana, que também detém atividades no ramo de extrusados.
Percebe-se que Imperatriz está "no olho do furacão", tendo um mercado abrangente e em franca expansão, oferecendo várias oportunidades aos profissionais do ramo alimentício.
Até mais!
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O ramo alimentício e a nossa região: estado do Ceará
Com muita alegria, posto esse texto acerca do mercado alimentício do estado do Ceará, de autoria do meu colega Engº Rafael Zambelli, da UFC-CE.
Mercado Alimentício do estado do Ceará
O mercado de alimentos do Estado do Ceará é baseado em três grandes vertentes: moinhos e produtos panificados, indústrias processadoras de frutas e hortaliças e indústrias processadoras de carne. O Estado possui 4 dos 5 maiores moinhos do Brasil, podemos citar o Moinho Dias Branco, que através de sua ramificação chegamos à Fábrica Fortaleza que, atualmente, possui a maior fábrica de biscoitos da América Latina, sediada no Município de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza. O Moinho J. Macêdo, Grande Moinho Cearense e o Moinho Santa Lúcia.
Devido a investimentos do Governo do Estado, o setor de frutas alcançou, em 2010, números expressivos, atualmente, o Ceará é o maior exportador de frutas do país. Este dado reforça a importância do Engenheiro de Alimentos no desenvolvimento de processos que viabilizem a manutenção da qualidade de frutas e hortaliças in natura por períodos mais longos, devido à logística ser efetuada, muitas vezes, de Navio. Os principais destinos das frutas cearenses são Holanda, Estados Unidos e Ásia. Podendo citar como grandes empresas do setor de sucos a Flamingo e a Jandaia.
Com relação ao setor pesqueiro, o foco principal também é a exportação, principalmente de camarão e lagosta, o que concentra 85% da produção do setor. O mercado cearense movimenta aproximadamente 100 milhões de reais com uma produção de 66 mil toneladas de pescado por ano. O avanço das empresas beneficiadoras de camarão e lagosta para cidades litorâneas como Fortim, Aracati e Beberibe impulsionam as economias locais, gerando uma melhor distribuição de renda e avanços do investimento público em infra-estrutura de logística.
Diante do que foi exposto, podemos avaliar que o mercado para a Engenharia de Alimentos no Estado do Ceará está em ascensão com o avanço do parque industrial alimentício, tendo abertura de novas vagas em indústrias que, antigamente, não selecionavam Engenheiros de Alimentos, bem como novas oportunidades como as indústrias de embalagens, insumos e matérias-primas para outras empresas, bem como o reconhecimento da necessidade deste profissional para os diversos setores da cadeia produtiva de alimentos industrializados ou não.
O Engº Rafael Zambelli também mantém um blog, junto com sua colega Samira Moreira, sobre temas relacionados a Eng. de Alimentos. O link está logo abaixo.
Engenharia de Alimentos - UFC
Até mais.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Primeiros formandos de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem monografia
Matéria publicada no portal da Universidade Federal do Maranhão, acerca das defesas de pesquisa de TCC da 1ª Turma de Engenharia de Alimentos da UFMA, no início de dezembro/11. Matéria esta, realizada pela ASCOM/UFMA, que fui entrevistado e questionado acerca do mercado de trabalho da região, perspectivas do mercado entre outros tópicos. Segue abaixo parte do texto. Para a matéria toda clique aqui
Primeiros formandos de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem monografia
IMPERATRIZ - Com pesquisas relacionadas a condições de fabricação e embalagem de produtos em empresas locais, os quatro primeiros formandos do curso de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem seus trabalhos de conclusão de curso na UFMA. Foram seis meses de testes e anotações para chegar aos resultados apresentados à banca examinadora.
Satisfeito com a nota que recebeu, 9.8, André Luís reforça a importância do engenheiro de alimentos para o Estado. “O profissional de engenharia alia a necessidade da indústria agropecuária em ter novos alimentos à necessidade do pequeno agricultor, que precisa chegar ao conhecimento do produto, mas por causa da necessidade financeira não consegue. Então, o engenheiro formado na universidade pública tem a responsabilidade de produzir esse conhecimento e levar à comunidade”. Ele pesquisou a presença de substâncias nutritivas do doce de caju, fruta abundante na região.
Com o mercado regional ainda carente desse profissional, Edilberto Cordeiro, que pesquisou sobre a higienização da tampa de garrafa de água mineral, acredita que todos os egressos desta turma vão ser rapidamente contratados pelas empresas. Ele comenta também que já recebeu propostas de uma empresa de Manaus-AM.
Primeiros formandos de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem monografia
IMPERATRIZ - Com pesquisas relacionadas a condições de fabricação e embalagem de produtos em empresas locais, os quatro primeiros formandos do curso de Engenharia de Alimentos do Maranhão defendem seus trabalhos de conclusão de curso na UFMA. Foram seis meses de testes e anotações para chegar aos resultados apresentados à banca examinadora.
Satisfeito com a nota que recebeu, 9.8, André Luís reforça a importância do engenheiro de alimentos para o Estado. “O profissional de engenharia alia a necessidade da indústria agropecuária em ter novos alimentos à necessidade do pequeno agricultor, que precisa chegar ao conhecimento do produto, mas por causa da necessidade financeira não consegue. Então, o engenheiro formado na universidade pública tem a responsabilidade de produzir esse conhecimento e levar à comunidade”. Ele pesquisou a presença de substâncias nutritivas do doce de caju, fruta abundante na região.
Com o mercado regional ainda carente desse profissional, Edilberto Cordeiro, que pesquisou sobre a higienização da tampa de garrafa de água mineral, acredita que todos os egressos desta turma vão ser rapidamente contratados pelas empresas. Ele comenta também que já recebeu propostas de uma empresa de Manaus-AM.
| Engº André Cavaignac (centro) defende monografia. Na foto, Prof. José Macedo, Profª Angela Borges, Prof. Alan Bezerra e Prof. Adenilson Santos |
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